Me virei, extremeci com seu olhar tão perto de mim, me afastei por questão de privacidade, estavamos perto demais e esse é um ponto perigoso.
- Sou eu sim! - sorri envergonhada
- Então, prazer minha volante! - sorriu de um modo encantador, fiquei boba e completamente perdida naquele sorriso lindo, quer dizer, maravilhoso
- Prazer minha base! - disse um pouco envergonhada, ele me deu os famosos beijinhos na bochecha e um abraço - Bora na cantina comer alguma coisa? - disse me guiando para fora do camarim, acenti com a cabeça e fomos em direção á cantina. - Eae, de onde você é?
- Eu sou de Barueri, zona oeste daqui de São Paulo, mega longe! - sorri envergonhada me sentando naqueles bancos altos de lanchonete. - Boa tarde, quero um pastel de queijo e uma Kuat por favor! - disse me referindo á atendente do balcão, Gabriel pediu a mesma coisa que eu e assim, perguntei á ele. - e você, da onde é?
- Sou de Osasco, um pouco antes de Barueri, conhece? - se virou pra mim me encarando com um olhar que me deixou louca
- Como não? - sorri envergonhada doque tinha dito, não comentei, mais quando não conheço as pessoas costumo ser bem timida, Gabriel soltou uma gargalhada gostosa e tomou um gole de seu refrigerante, o qual acabará de chegar junto ao meu.
- Então, a moça bonita me deixa acompanhá-la até sua humilde residencia? - Disse após devorar seu pastel.
- Claro que sim! É meio chato andar sózinha por ai, né? - entrei na brincadeira
- Ô, e como! - caímos na gargalhada. - então, ainda hoje temos que ver nosso número, amanhã já é a segunda fase né?
- Amanhã? já? - disse meio que me engasgando com o meu refrigerante. - Como você sabe?
- Tá na inscrição! Você não leu?
- É... é, claro que eu li, apenas tinha me esquecido! - Ok, admito que não perdi meu tempo lendo, mais e dai? (risos)
- Aham... sei! Então donzela, na minha casa ou na sua? - Me lançou um olhar malicioso, olhei-o com os olhos arregalados.
- Co...co, como? - perguntei me afastando um pouco e quase caindo da cadeira.
- Opa! - disse me segurando - Calma! É pra ensaiar!
- Ai meu deus, é claro que é pra isso, nem pensei outra coisa, é, claro que não, então, vamos? - Fugi do assunto, queria me enfiar dentro de um buraco, se possível
- Opa, é pra já! - fomos caminhando até a saída do circo, no caminho todo fomos brincando, parecia que nos conhecia-mos á séculos, chegamos no ponto de descer pra minha cada, descemos rindo pois o Gabriel havia tropeçado na hora de sair do ônibus.
- Seu bobo! quase que você cai, agente iria pagar o maior mico! - disse abrindo a maçaneta da porta, rindo.
- Imagine a cena, nossa, iria ser hilário! - disse pedindo licença e entrando em minha casa, para minha surpresa, encontrei meu pai na sala, arregalei os olhos, e o medo me atordoou, meu pai, sempre foi mega contra eu entrar para o circo, e nunca quis me ver com meninos, ele era protetor demais, sempre estragava minha vida, ele pensava sempre na imagem que os amigos dele iriam ter de mim, ele nunca poderia sonhar que estava chegando de um teste de circo.
- Oque é isso aqui Estella? - disse em um tom bastante autoritário.
- Isso oque pai? Não posso mais chamar um amigo para entrar em minha casa? Pelo oque eu sei, você me deu educação!
- Já disse que não quero te ver andando com muleque por ai! - disse partindo pra perto de onde estava eu e Gabriel, praticamente expulsando Gabriel pra fora da nossa casa, quis morrer com aquilo, ele não tem direito! Após colocar Gabriel pra fora, me mandou subir pro meu quarto e estudar, oque já era de se esperar, deitei em minha cama, e chorei, já bastava aquilo, sempre a mesma coisa, sempre! Peguei meu celular, e mandei um sms pro Rodrigo, pedindo o número do Gabriel, ele respondeu em meio de segundos, salvei o número, e assim, liguei pro Gabriel, ele atendeu no primeiro toque.
- Alo? Gabriel?
- Ele mesmo, quem fala?
- É a Estella, olha, queria pedir desculpa, pelo que o meu pai fez.
- Que isso linda, você não teve culpa! Deve ser super ruim isso, mais olha, eu to aqui com você viu?
- Obrigada! Nossa, você não sabe como é dificil, então, temos que ver nosso número né? Onde?
- Então, se der pra você, você vem aqui pra casa, agente vê tudo aqui, você dorme aqui e amanhã nós vamos pra Santo Amaro! pode ser?
- Mais dormir ai? onde? Não sei se é certo...
- Calma Tell! - sim, agora ele me chamava de Tell - tem o quarto da minha irmã, ela vai amar te conhecer! Não se preocupa!
- Ok então, me manda seu endereço, que em mais ou menos 2 horas eu to ai!
- Ok, mando por sms! Esse é seu celular né?
- Sim, pode mandar! Beijos, até logo!
- Até!
Mal desligamos e chegou o torpedo dele, comecei a me arrumar, tomei um banho, coloquei uma calça jeans meio rasgadinha, uma blusa simples cinza, um tenis e um boné.
Já era 16h30 quando sai de casa, minha mãe ficou de me levar até a casa do Gabriel, ela sim, me dava força, e me ensentivava em meus sonhos, fomos ouvindo "The Beatles" pelo qual minha mãe era fã, então, eu também me apeguei desde que me entendo por gente, e fomos até o endereço enviado via sms.
Chegamos na frente do condomínio dele, fui abrir o vidro pra falar com o porteiro da cabine, e levo um susto quando vejo Gabriel lá, deboa, sentado com os pés na mesa e cochilando.
Minha primeira intuição foi rir daquela cena, depois, pedi pra minha mãe bozinar, assim ela fez, e Gabriel deu um pulo na cadeira, caindo da mesma todo atrapalhado, ri mais ainda, como era bobo esse menino.

adorando muito;)
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